sexta-feira, 21 de novembro de 2014
HISTÓRIA DA DIÁLISE (PARTE 3) DOS PRIMEIROS ESTUDOS DO PERITONEU À DIÁLISE PERITONEAL
A Diálise Peritoneal – um dos tratamentos disponíveis da Insuficiência Renal Crónica – tem, a nível mundial, menos adeptos do que a hemodiálise. A chamada “auto-diálise” é escolhida por cerca de 10% dos doentes renais. Conhecemos a história deste método experimentado pela primeira vez num humano com uremia em 1923?
A primeira referência à cavidade peritoneal pode encontrar-se num dos primeiros tratados médicos, o papiro de Ebers, surgido no Egito por volta de 1550 a.C. A literatura recorda que físicos proeminentes da antiguidade observavam o peritoneu nos abdómens abertos dos gladiadores feridos. Os primeiros anatomistas e cirurgiões descreveram a extensão da membrana peritoneal, mas não a sua função ou estrutura.
Foi preciso chegar ao século XVIII d.C. para acedermos ao conceito inicial da diálise peritoneal. Christopher Warrick, um cirurgião inlês, surgiu com este novo tratamento no início da década de 1740, mesmo que numa fase embrionária.
Em 1877 o alemão G. Wegner levou a cabo as primeiras experiências em animais, de modo a observar os processos metabólicos de transporte em curso no peritoneu. Injetou soluções com várias substâncias a diferentes temperaturas em coelhos e descobriu que uma solução de concentrado de açúcar traduzir-se-ia num aumento de fluído na cavidade abdominal. Estava encontrada a base para a utilização do peritoneu na remoção de fluídos do corpo – a ultrafiltração peritoneal, em suma.
Cerca de vinte anos mais tarde, dois ingleses – o fisiologista Ernest Heny Starling e o cirurgião Alfred Herbert Tubby chegariam à conclusão que a remoção de fluídos, via do peritoneu, era efetuada pelos vasos sanguíneos nesta membrana.
Como e quando chegamos à diálise peritoneal em seres humanos? Há uma tentativa precursora em 1744 que deve ser assinalada. Sob a batuta do fisiologista inglês Stephen Hales deu-se a primeira “lavagem peritoneal” numa mulher de 50 anos com ascite, uma acumulação de fluídos na cavidade do peritoneu. Como? Através da infusão de uma solução de água e vinho (50%-50%) no abdómen, com recurso a um tubo de couro. Acreditava-se à altura que o vinho tinha um efeito antibacteriano. A senhora reagiu de forma tão violenta que a terapia teve que ser descontinuada depois de três tratamentos. Em pouco tempo a paciente recuperou da ascite.
É, porém, na Alemanha, em 1923, que se dá a primeira diálise peritoneal numa pessoa com uremia na Universidade de Wurtzburgo. Quem comanda as operações é Georg Ganter – que via com olhos cépticos a hemodiálise tal como concebida por Georg Haas e Heinrich Necheles. Procura, neste sentido, uma alternativa para o tratamento de pessoas com doença renal. A resposta, encontrou-a no peritoneu, primeiro estudando-o em porquinhos-da-Índia e coelhos.
Uma infusão de um litro e meio de uma solução fisiológica – com a mesma concentração de sal do sangue humano – no abdómen de uma mulher que sofria obstrução do trato urinário. Eis a imagem da primeira aplicação clínica da diálise peritoneal em pessoas com uremia. Se é um facto que o tratamento aliviou os sintomas da paciente temporariamente, também é verdade que esta faleceu pouco tempo depois.
Entre 1924 e 1938, nos Estados Unidos da América e na Alemanha, uma série de equipas realizaram os primeiros tratamentos de diálise peritoneal repetidos regularmente e provaram que este procedimento podia ser um substituto a curto-prazo para a função natural dos rins.
Porcelana, metal, latex e vidro – materiais esterilizáveis – foram os recursos escolhidos nos anos seguintes para garantir condições higiénicas razoáveis durante este tipo de diálise. Ainda assim, este método foi pouco solicitado, especialmente por não haver na altura um método seguro de aceder ao abdómen do paciente.
Um avanço chamado… Catéter
É o catéter que vai resolver o problema da segurança deste tipo de tratamento destinado a pessoas com insuficiência renal. E tivemos na história do século XX três importantes passos na evolução deste instrumento auxiliar. Desde o catéter flexível de Arthur Grollman, de 1952, em contraponto ao tubo rígido utilizado até então, até ao catéter permanente de silicone de Henry Tenckhoff, patenteado em 1968, passando pelo dispositivo desenvolvido por Paul Doolan em 1959, em polietileno.
Nesse mesmo ano, o físico Richard Ruben empreendeu a primeira diálise peritoneal durante um período de seis meses, utilizando o catéter Doolan, bem como um catéter permanente que pudesse manter-se na cavidade abdominal. Esta experiência revelou que os investigadores não estavam apenas apostados em tratar pacientes com doenças agudas, mas também pacientes com falência renal crónica. Porém ainda estávamos na fase da diálise peritoneal intermitente.
Três anos depois o holandês Fred Boen descrevia a primeira máquina de diálise peritoneal automática.
Também em 1964 foi introduzida a “técnica de punção repetida”. Consistia em colocar um novo cateter na cavidade abdominal em cada tratamento, um procedimento desgastante, para o doente.
O catéter permanente de Tenckhoff é introduzido em 1968 e acaba por ser instrumental na aceitação a uma maior escala da diálise peritoneal. Este cateter ainda utilizado hoje em dia.
Como complemento ao catéter, o desenvolvimento de sacos e tubos também acabariam por contribuir para o sucesso a longo prazo deste tipo de tratamento.
Palmer (1980) , Mcbride (1980?) , ISPD (1987), Krediet (2007) , Oreopoulos (2008)
A primeira referência à cavidade peritoneal pode encontrar-se num dos primeiros tratados médicos, o papiro de Ebers, surgido no Egito por volta de 1550 a.C. A literatura recorda que físicos proeminentes da antiguidade observavam o peritoneu nos abdómens abertos dos gladiadores feridos. Os primeiros anatomistas e cirurgiões descreveram a extensão da membrana peritoneal, mas não a sua função ou estrutura.
Foi preciso chegar ao século XVIII d.C. para acedermos ao conceito inicial da diálise peritoneal. Christopher Warrick, um cirurgião inlês, surgiu com este novo tratamento no início da década de 1740, mesmo que numa fase embrionária.
Em 1877 o alemão G. Wegner levou a cabo as primeiras experiências em animais, de modo a observar os processos metabólicos de transporte em curso no peritoneu. Injetou soluções com várias substâncias a diferentes temperaturas em coelhos e descobriu que uma solução de concentrado de açúcar traduzir-se-ia num aumento de fluído na cavidade abdominal. Estava encontrada a base para a utilização do peritoneu na remoção de fluídos do corpo – a ultrafiltração peritoneal, em suma.
Cerca de vinte anos mais tarde, dois ingleses – o fisiologista Ernest Heny Starling e o cirurgião Alfred Herbert Tubby chegariam à conclusão que a remoção de fluídos, via do peritoneu, era efetuada pelos vasos sanguíneos nesta membrana.
Como e quando chegamos à diálise peritoneal em seres humanos? Há uma tentativa precursora em 1744 que deve ser assinalada. Sob a batuta do fisiologista inglês Stephen Hales deu-se a primeira “lavagem peritoneal” numa mulher de 50 anos com ascite, uma acumulação de fluídos na cavidade do peritoneu. Como? Através da infusão de uma solução de água e vinho (50%-50%) no abdómen, com recurso a um tubo de couro. Acreditava-se à altura que o vinho tinha um efeito antibacteriano. A senhora reagiu de forma tão violenta que a terapia teve que ser descontinuada depois de três tratamentos. Em pouco tempo a paciente recuperou da ascite.
É, porém, na Alemanha, em 1923, que se dá a primeira diálise peritoneal numa pessoa com uremia na Universidade de Wurtzburgo. Quem comanda as operações é Georg Ganter – que via com olhos cépticos a hemodiálise tal como concebida por Georg Haas e Heinrich Necheles. Procura, neste sentido, uma alternativa para o tratamento de pessoas com doença renal. A resposta, encontrou-a no peritoneu, primeiro estudando-o em porquinhos-da-Índia e coelhos.
Uma infusão de um litro e meio de uma solução fisiológica – com a mesma concentração de sal do sangue humano – no abdómen de uma mulher que sofria obstrução do trato urinário. Eis a imagem da primeira aplicação clínica da diálise peritoneal em pessoas com uremia. Se é um facto que o tratamento aliviou os sintomas da paciente temporariamente, também é verdade que esta faleceu pouco tempo depois.
Entre 1924 e 1938, nos Estados Unidos da América e na Alemanha, uma série de equipas realizaram os primeiros tratamentos de diálise peritoneal repetidos regularmente e provaram que este procedimento podia ser um substituto a curto-prazo para a função natural dos rins.
Porcelana, metal, latex e vidro – materiais esterilizáveis – foram os recursos escolhidos nos anos seguintes para garantir condições higiénicas razoáveis durante este tipo de diálise. Ainda assim, este método foi pouco solicitado, especialmente por não haver na altura um método seguro de aceder ao abdómen do paciente.
Um avanço chamado… Catéter
É o catéter que vai resolver o problema da segurança deste tipo de tratamento destinado a pessoas com insuficiência renal. E tivemos na história do século XX três importantes passos na evolução deste instrumento auxiliar. Desde o catéter flexível de Arthur Grollman, de 1952, em contraponto ao tubo rígido utilizado até então, até ao catéter permanente de silicone de Henry Tenckhoff, patenteado em 1968, passando pelo dispositivo desenvolvido por Paul Doolan em 1959, em polietileno.
Nesse mesmo ano, o físico Richard Ruben empreendeu a primeira diálise peritoneal durante um período de seis meses, utilizando o catéter Doolan, bem como um catéter permanente que pudesse manter-se na cavidade abdominal. Esta experiência revelou que os investigadores não estavam apenas apostados em tratar pacientes com doenças agudas, mas também pacientes com falência renal crónica. Porém ainda estávamos na fase da diálise peritoneal intermitente.
Três anos depois o holandês Fred Boen descrevia a primeira máquina de diálise peritoneal automática.
Também em 1964 foi introduzida a “técnica de punção repetida”. Consistia em colocar um novo cateter na cavidade abdominal em cada tratamento, um procedimento desgastante, para o doente.
O catéter permanente de Tenckhoff é introduzido em 1968 e acaba por ser instrumental na aceitação a uma maior escala da diálise peritoneal. Este cateter ainda utilizado hoje em dia.
Como complemento ao catéter, o desenvolvimento de sacos e tubos também acabariam por contribuir para o sucesso a longo prazo deste tipo de tratamento.
Palmer (1980) , Mcbride (1980?) , ISPD (1987), Krediet (2007) , Oreopoulos (2008)
HISTÓRIA DA DIÁLISE (PARTE 2) ANOS 1960: A REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA QUE ILUMINOU OS DOENTES RENAIS CRÓNICOS
Só em 1960 é que o primeiro doente com Insuficiência Renal Crónica se submeteu a um tratamento regular, de uma a duas vezes por semana. Viveu mais onze anos. Conheçamos a importância do físico norte-americano Belding Scribner para este caso em concreto e para o desenvolvimento da hemodiálise em geral, depois de passarmos pela Guerra da Coreia e pela ultrafiltração vinda da Suécia.
Depois de “aterrar” no Peter Bent Brigham Hospital, em Boston, em meados dos anos 1940, o dialisador de Willem Kolff foi alvo de uma série de melhorias técnicas.
O médico holandês que concebeu o célebre “cilindro rotativo” contribuiu com uma maquete para redesenhar o seu rim artificial, a pedido do físico George W. Thorn – médico naquela unidade hospitalar americana e também protagonista desta História na década seguinte, ao participar no primeiro transplante renal com final feliz.
Desta colaboração transatlântica resultou um passo em frente na trajetória da Diálise: a construção de um rim em aço inoxidável, que levou o carimbo de “Máquina de Diálise de Kolff-Brigham”, pronta em 1948. Era a versão aperfeiçoada do trabalho pioneiro de Kolff, materializada pelo engenheiro Edward Olson. Quarenta exemplares desta máquina seriam distribuídos pelos quatro cantos do mundo.
Um dos cantos que recebeu este rim artificial, numa fase inicial, foi a Coreia. Durante a Guerra da qual saiu a divisão de um país em dois, o dialisador Kolff-Brigham serviu de recurso para tratar os soldados americanos feridos, aliados dos coreanos do sul.
No início do conflito, morriam oito em cada dez soldados com insuficiência renal pós-traumática. Perante um número tão elevado de baixas, um médico militar familiarizado com a nova máquina, levou um exemplar para um hospital de campanha na Coreia, onde se realizaram 72 tratamentos para dialisar 31 pacientes. Sob condições extremas, a diálise permitiu aumentar significativamente a média da taxa de sobrevivência dos doentes severos e fazer os médicos ganharem tempo para procedimentos clínicos adicionais.
nternational Society for Hemodialysis
A novidade da ultrafiltração
Um ano antes do lançamento da máquina Kolff-Brigham, o professor sueco Nils Alwall publicava um artigo científico em que descrevia um dialisador desenvolvido entre 1942 e 1947 que combinava os processos necessários de diálise e ultrafiltração [remoção de líquido através de um gradiente de pressão hidrostática, como ocorre na hemodiálise, ou pressão osmótica, no caso da diálise peritoneal] – feito que o primeiro rim artificial de Kolff ainda não tinha alcançado.
Semelhante ao segundo rim artificial do médico holandês, este dispositivo era introduzido num recipiente em aço inoxidável. Esta máquina permitia a remoção de fluídos, ao aplicar uma pressão negativa para um outro recetáculo exterior.
Em suma: estamos perante o primeiro dispositivo verdadeiramente prático de hemodiálise. Entre 1946 e 1960, os “shunts” arteriovenosos de vidro para a diálise e o dialisador da autoria de Alwall estiveram ao serviço do tratamento de 1500 pacientes com insuficiência renal, segundo o primeiro Congresso Internacional de Nefrologia, que aconteceu em Setembro de 1960 em Evian, em França.
Depois de “aterrar” no Peter Bent Brigham Hospital, em Boston, em meados dos anos 1940, o dialisador de Willem Kolff foi alvo de uma série de melhorias técnicas.
O médico holandês que concebeu o célebre “cilindro rotativo” contribuiu com uma maquete para redesenhar o seu rim artificial, a pedido do físico George W. Thorn – médico naquela unidade hospitalar americana e também protagonista desta História na década seguinte, ao participar no primeiro transplante renal com final feliz.
Desta colaboração transatlântica resultou um passo em frente na trajetória da Diálise: a construção de um rim em aço inoxidável, que levou o carimbo de “Máquina de Diálise de Kolff-Brigham”, pronta em 1948. Era a versão aperfeiçoada do trabalho pioneiro de Kolff, materializada pelo engenheiro Edward Olson. Quarenta exemplares desta máquina seriam distribuídos pelos quatro cantos do mundo.
Um dos cantos que recebeu este rim artificial, numa fase inicial, foi a Coreia. Durante a Guerra da qual saiu a divisão de um país em dois, o dialisador Kolff-Brigham serviu de recurso para tratar os soldados americanos feridos, aliados dos coreanos do sul.
No início do conflito, morriam oito em cada dez soldados com insuficiência renal pós-traumática. Perante um número tão elevado de baixas, um médico militar familiarizado com a nova máquina, levou um exemplar para um hospital de campanha na Coreia, onde se realizaram 72 tratamentos para dialisar 31 pacientes. Sob condições extremas, a diálise permitiu aumentar significativamente a média da taxa de sobrevivência dos doentes severos e fazer os médicos ganharem tempo para procedimentos clínicos adicionais.
nternational Society for Hemodialysis
A novidade da ultrafiltração
Um ano antes do lançamento da máquina Kolff-Brigham, o professor sueco Nils Alwall publicava um artigo científico em que descrevia um dialisador desenvolvido entre 1942 e 1947 que combinava os processos necessários de diálise e ultrafiltração [remoção de líquido através de um gradiente de pressão hidrostática, como ocorre na hemodiálise, ou pressão osmótica, no caso da diálise peritoneal] – feito que o primeiro rim artificial de Kolff ainda não tinha alcançado.
Semelhante ao segundo rim artificial do médico holandês, este dispositivo era introduzido num recipiente em aço inoxidável. Esta máquina permitia a remoção de fluídos, ao aplicar uma pressão negativa para um outro recetáculo exterior.
Em suma: estamos perante o primeiro dispositivo verdadeiramente prático de hemodiálise. Entre 1946 e 1960, os “shunts” arteriovenosos de vidro para a diálise e o dialisador da autoria de Alwall estiveram ao serviço do tratamento de 1500 pacientes com insuficiência renal, segundo o primeiro Congresso Internacional de Nefrologia, que aconteceu em Setembro de 1960 em Evian, em França.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
HISTÓRIA DA DIÁLISE (PARTE 1) DAS EXPERIÊNCIAS CANINAS À MÁQUINA DE LAVAR
História da Diálise (Part 1)
Imagen : American Academy of Achievement
O primeiro rim artificial foi testado há 100 anos num cão. À altura a história da diálise ainda estava longe de ser generosa para os humanos. Em 1945 sobrevive a primeira paciente com insuficiência renal aguda, através de sessões de 11 horas de hemodiálise. “Em casos de insuficiência renal crónica não há indicação para tratamento pelo rim artificial”, escreveu nesse ano o pai desta técnica, o holandês Willem Kolff. Onde estamos hoje, depois da descoberta do cateter? Viajemos no tempo, com um olho nas máquinas e um rim nas técnicas, sentados ao lado dos experimentos e dos protagonistas da Diálise?
Se hoje o termo diálise já flui no linguajar corrente dos nossos familiares e amigos, se ouve algumas vezes em telejornais, se há um Portal da Diálise, convém lembrar que no final dos anos 1960 ainda era um mistério bem guardado. Na década anterior, a hemodiálise ainda era experimental, circunscrita a poucos hospitais e os resultados deixavam bastante a desejar.
Olhemos para a década da Beatlemania, da alegada ida do homem à Lua e da revolução dos costumes na Europa. O que estava a comunidade científica e médica a fazer pelos doentes com insuficiência renal? Em 1965 estavam apenas identificados na Europa 150 indivíduos com esta doença. Dito de outra forma: era este o tímido número de pessoas tratadas pela hemodiálise regular. Fora destas contas ficavam, porém, milhares que morreram sem o diagnóstico correto e sem tratamento. Um desconhecimento médico generalizado contribuíra também para a invisibilidade da doença renal. Hoje cerca de dois milhões de pacientes em todo o mundo encontram-se em processos de hemodiálise.
Celofane, uma máquina de lavar e um cérebro chamado Kolff
Ao ver um rapaz a morrer de falência renal lentamente, desesperançado, o também ainda jovem médico Kolff decide descruzar os braços e pôr mãos à obra. Estamos no final da década de 1930 num hospital universitário em Groningen, na Holanda. Willem dirige-se à biblioteca da universidade e começa a pesquisar sobre a remoção de toxinas do sangue. Eis que tropeça num artigo de 1913 sobre hemodiálise em cães sem rins e compromete-se a aplicar com sucesso o dialisador em humanos. Assinava o texto que o inspirou o farmacólogo norte-americano John Abel.
Vídeo da primeira diálise gravado - realizada a um cão, em 1915 - um filme mudo clássico. O cachorro sobreviveu!
É certo que o médico alemão Georg Haas já tinha dado um passo à frente do de Abel, no final dos anos 10 e durante os 20 do século passado, ao introduzir a o anticoagulante Heparina no processo da diálise, mas a segurança e a continuidade da hemodiálise em humanos ainda não tinham sido alcançadas.
Nem a ocupação Nazi da Holanda durante a 2ª Guerra Mundial demoveu Kolff – embora pudesse ter retardado o curso da história da diálise, já que os olhos dos alemães também estavam postos neste rapaz, em risco de vida por forjar documentos.
O jovem médico foi enviado para um hospital discreto do país dos diques e das tulipas para prosseguir as suas investigações no sentido de melhorar a qualidade de vida de pessoas com insuficiência renal. Com poucos recursos técnicos e tecnológicos, improvisou. Tripas para enchidos, garrafas de sumo de laranja, papel de celofane e uma máquina de lavar roupa serviram os intentos de Willem construir uma máquina para remover as toxinas do sangue.
Esta criação levou o nome de cilindro rotativo, considerado comummente a primeira máquina de diálise. Em suma: um tubo de 20 metros de comprimento de papel celofane – a servir de membrana dialisadora – envolto de um cilindro de madeira. Enquanto este cilindro girava num tanque abastecido de uma solução dialisante, impulsionado por um motor elétrico, o sangue do paciente era retirado através do tubo de celofane pela força da gravidade. As substâncias tóxicas diluíam-se através do tubo na solução.
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
A SEXUALIDADE NA INSUFICIÊNCIA RENAL
A doença renal, à semelhança de outras doenças crónicas, pode provocar alterações físicas que implicam muitas vezes um esforço de adaptação e aceitação por parte do doente. A estabilidade psicológica e emocional do doente e o apoio do parceiro/família é fundamental para que esta adaptação ocorra. A sexualidade é parte fundamental deste equilíbrio. Sentir-se amado, acarinhado, desejado e apoiado, traz uma sensação de “normalidade” ao doente, contribui para o seu bem-estar, e ajuda a ultrapassar as adversidades que enfrenta.
A sexualidade é um tópico muitas vezes difícil de abordar, não só com os profissionais de saúde, mas também muitas vezes entre o casal. Este tema surge com o intuito de esclarecer algumas dúvidas em relação à sexualidade, ajudar o doente a sentir-se confortável para falar sobre o assunto e a promover a procura de ajuda junto dos profissionais de saúde.
Sexualidade
A sexualidade, contrariamente ao que muitas pessoas pensam, não se resume apenas ao ato sexual. Pode envolver várias atividades sexuais que podem ou não incluir o ato sexual, como abraços, carícias e beijos.
A sexualidade é uma parte importante das pessoas pois influencia o modo como se sentem consigo próprias, como percecionam a sua imagem corporal, como comunicam e estabelecem relações com os outros e como nos sentimos em relação aos outros. Inclui sensações de desejo, satisfação, amor, perda, dor, intimidade, solidão, partilha, toque, carência, ciúme, rejeição, alegria e muitos outros.
Manter uma relação requer tempo, esforço e compreensão. Este trabalho pode ser mais exigente quando envolve um parceiro com uma doença crónica. Existem muitas maneiras de expressar intimidade, sentir satisfação e satisfazer o nosso parceiro. Torna-se fundamental que haja comunicação e que a sexualidade seja explorada, de modo a compreender as necessidades de cada um.
Doença Renal e Sexualidade
A Insuficiência Renal pode provocar alterações físicas e hormonais que afetam a vida da pessoa. Muitas vezes estas alterações têm impacto na vida pessoal, mais concretamente na sexualidade (na maneira como vê o seu corpo), podendo sentir-se menos atraente sexualmente. Com todas estas alterações e adaptações a esta nova fase da vida, a prática de sexo, ou simplesmente pensar nisso, poderá ser a última coisa a passar pela cabeça de um insuficiente renal.
Se existia uma boa relação e comunicação com o parceiro antes de ter ficar doente, é possível ultrapassar e compreender com mais facilidade estas modificações. Caso isso não se verifique, poderá precisar de ajuda dos profissionais de saúde.
Alterações físicas na insuficiência renal que podem afectar a sexualidade
Odor corporal e mau hálito – altos níveis de ureia podem provocar um cheiro característico que varia em intensidade de pessoa para pessoa;
Equimoses (nódoas negras) – alguns medicamentos podem alterar a coagulação do sangue, fazendo com que facilmente apareçam equimoses que perduram por muito tempo;
Diminuição dos níveis de energia (cansaço) – os ganhos de peso, falta de exercício e cansaço fácil resultante da anemia podem diminuir os níveis de energia para realizar as atividades diárias;
Excesso de líquidos – edema (“inchaço”) das pernas, cara e outras partes do corpo por excesso de ingestão de líquidos entre sessões de hemodiálise e distensão abdominal pelo líquido (no caso de doentes em diálise peritoneal);
Perda de cabelo ou aparecimento de pêlos em excesso – resultante do tratamento com medicamentos esteróides;
Diminuição da capacidade para atingir o orgasmo – alterações químicas afetam a função dos nervos, diminuindo a sua sensibilidade;
Alteração da pele – pode sentir prurido (“comichão”), pele seca e alterações da coloração da pele.
Fonte: portaldialise
A sexualidade é um tópico muitas vezes difícil de abordar, não só com os profissionais de saúde, mas também muitas vezes entre o casal. Este tema surge com o intuito de esclarecer algumas dúvidas em relação à sexualidade, ajudar o doente a sentir-se confortável para falar sobre o assunto e a promover a procura de ajuda junto dos profissionais de saúde.
Sexualidade
A sexualidade, contrariamente ao que muitas pessoas pensam, não se resume apenas ao ato sexual. Pode envolver várias atividades sexuais que podem ou não incluir o ato sexual, como abraços, carícias e beijos.
A sexualidade é uma parte importante das pessoas pois influencia o modo como se sentem consigo próprias, como percecionam a sua imagem corporal, como comunicam e estabelecem relações com os outros e como nos sentimos em relação aos outros. Inclui sensações de desejo, satisfação, amor, perda, dor, intimidade, solidão, partilha, toque, carência, ciúme, rejeição, alegria e muitos outros.
Manter uma relação requer tempo, esforço e compreensão. Este trabalho pode ser mais exigente quando envolve um parceiro com uma doença crónica. Existem muitas maneiras de expressar intimidade, sentir satisfação e satisfazer o nosso parceiro. Torna-se fundamental que haja comunicação e que a sexualidade seja explorada, de modo a compreender as necessidades de cada um.
Doença Renal e Sexualidade
A Insuficiência Renal pode provocar alterações físicas e hormonais que afetam a vida da pessoa. Muitas vezes estas alterações têm impacto na vida pessoal, mais concretamente na sexualidade (na maneira como vê o seu corpo), podendo sentir-se menos atraente sexualmente. Com todas estas alterações e adaptações a esta nova fase da vida, a prática de sexo, ou simplesmente pensar nisso, poderá ser a última coisa a passar pela cabeça de um insuficiente renal.
Se existia uma boa relação e comunicação com o parceiro antes de ter ficar doente, é possível ultrapassar e compreender com mais facilidade estas modificações. Caso isso não se verifique, poderá precisar de ajuda dos profissionais de saúde.
Alterações físicas na insuficiência renal que podem afectar a sexualidade
Odor corporal e mau hálito – altos níveis de ureia podem provocar um cheiro característico que varia em intensidade de pessoa para pessoa;
Equimoses (nódoas negras) – alguns medicamentos podem alterar a coagulação do sangue, fazendo com que facilmente apareçam equimoses que perduram por muito tempo;
Diminuição dos níveis de energia (cansaço) – os ganhos de peso, falta de exercício e cansaço fácil resultante da anemia podem diminuir os níveis de energia para realizar as atividades diárias;
Excesso de líquidos – edema (“inchaço”) das pernas, cara e outras partes do corpo por excesso de ingestão de líquidos entre sessões de hemodiálise e distensão abdominal pelo líquido (no caso de doentes em diálise peritoneal);
Perda de cabelo ou aparecimento de pêlos em excesso – resultante do tratamento com medicamentos esteróides;
Diminuição da capacidade para atingir o orgasmo – alterações químicas afetam a função dos nervos, diminuindo a sua sensibilidade;
Alteração da pele – pode sentir prurido (“comichão”), pele seca e alterações da coloração da pele.
Fonte: portaldialise
segunda-feira, 28 de julho de 2014
BATATA YACON: Insulina natural para diabéticos
Apelidada popularmente de “insulina natural”, a batata yacon ganhou destaque depois que pesquisadores da Universidade de Fukushima, no Japão, encontraram nela uma substância semelhante à insulina, capaz de reduzir as taxas de glicose no sangue. Esses estudos concluíram que o tubérculo, originário dos Andes, pode contribuir no tratamento de diabetes. O efeito benéfico decorre de uma interessante combinação de nutrientes. O carboidrato presente ali, a inulina, é um tipo de açúcar de baixa caloria, que não promove picos de glicemia, embora garanta o aporte de energia necessário às atividades diárias. Além disso, fornece fibras alimentares, que estimulam a flora bacteriana intestinal — por isso ela também é indicada em casos de prisão de ventre e colesterol elevado. E ainda traz porções de potássio, um mineral que auxilia no controle da pressão arterial.
Alimento poderoso
Já ouviu falar em amido resistente? O nome é dado ao amido que resiste às enzimas digestivas. Ele estimula a atividade intestinal e desacelera o esvaziamento gástrico. Devido a estas características, reduz a quantidade de insulina em circulação e contribui para maior sensação de saciedade. Pesquisas revelam que o amido resistente pode colaborar na prevenção e tratamento do diabetes tipo 2. Suas fontes são tubérculos como batata e mandioca, leguminosas como feijão e grão-de- bico, além de cereais integrais. A batata yacon não fornece amido, mas outro componente que não fica nada a dever, a inulina. Por chegar íntegra ao intestino grosso, ela também evita as perigosas altas nas taxas de açúcar.
Como consumir
Para se obter os melhores resultados, a batata yacon deve ser consumida crua como uma fruta, não frita ou cozida. Com aparência de batata-doce, ela tem a textura porosa e o sabor semelhante ao da pera. Coma de três a quatro fatias por dia. Ou faça um chá com suas folhas e tome duas vezes ao dia.
Fonte: Revista Viva Saúde
Alimento poderoso
Já ouviu falar em amido resistente? O nome é dado ao amido que resiste às enzimas digestivas. Ele estimula a atividade intestinal e desacelera o esvaziamento gástrico. Devido a estas características, reduz a quantidade de insulina em circulação e contribui para maior sensação de saciedade. Pesquisas revelam que o amido resistente pode colaborar na prevenção e tratamento do diabetes tipo 2. Suas fontes são tubérculos como batata e mandioca, leguminosas como feijão e grão-de- bico, além de cereais integrais. A batata yacon não fornece amido, mas outro componente que não fica nada a dever, a inulina. Por chegar íntegra ao intestino grosso, ela também evita as perigosas altas nas taxas de açúcar.
Como consumir
Para se obter os melhores resultados, a batata yacon deve ser consumida crua como uma fruta, não frita ou cozida. Com aparência de batata-doce, ela tem a textura porosa e o sabor semelhante ao da pera. Coma de três a quatro fatias por dia. Ou faça um chá com suas folhas e tome duas vezes ao dia.
Fonte: Revista Viva Saúde
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Prática de corrida pode curar Diabetes tipo 2
Um estudo concluiu que a prática de corrida de alta intensidade por 20 minutos, três vezes na semana pode curar a diabetes tipo 2 (Foto: Divulgação)
Um estudo realizado pela Academia Americana de Exercício e Esporte com pessoas sedentárias há, pelo menos, dois anos, concluiu que a prática de corrida de alta intensidade por 20 minutos, três vezes na semana, ou a corrida ou caminhada de média intensidade por 60 minutos, três vezes na semana, pode curar a diabetes tipo 2.
Antes de iniciar o programa, os voluntários foram submetidos a exames de sangue e o comparativo, três meses depois, mostrou que o nível de glicose foi reduzido consideravelmente após a prática dos exercícios físicos. "Isso se deve a um estado de diminuição da resistência periférica à insulina (a causa da diabetes tipo 2). Ou seja, embora continue a produzir a mesma quantidade do hormônio, o paciente deixa de ser diabético, pois a sua musculatura e os órgãos passam a usar de maneira mais eficiente essa mesma quantidade para transformar a glicose em energia, diminuindo seus níveis no sangue além do benefício da perda de peso da pessoa que faz com que seja necessária uma quantidade menor de insulina para o metabolismo normal", explica o Dr. Leandro Gregorut, ortopedista especializado em Medicina Esportiva da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Segundo Gregorut, o benefício da atividade física pode ser sentido por qualquer pessoa, em qualquer faixa etária, mas é preciso ter alguns cuidados. "Todo paciente, antes de iniciar uma atividade física, deve passar por uma avaliação de um médico para que sejam feitos os exames que possam dosar a quantidade de exercícios que devem ser realizados com segurança. Após o inicio, o ideal é que a prática seja orientada por um profissional do esporte, como um professor de Educação Física. Caso isso não seja feito, o paciente pode ficar exposto a problemas cardíacos e até mesmo ortopédicos", alerta.
Fonte:Pró-Rim
Um estudo realizado pela Academia Americana de Exercício e Esporte com pessoas sedentárias há, pelo menos, dois anos, concluiu que a prática de corrida de alta intensidade por 20 minutos, três vezes na semana, ou a corrida ou caminhada de média intensidade por 60 minutos, três vezes na semana, pode curar a diabetes tipo 2.
Antes de iniciar o programa, os voluntários foram submetidos a exames de sangue e o comparativo, três meses depois, mostrou que o nível de glicose foi reduzido consideravelmente após a prática dos exercícios físicos. "Isso se deve a um estado de diminuição da resistência periférica à insulina (a causa da diabetes tipo 2). Ou seja, embora continue a produzir a mesma quantidade do hormônio, o paciente deixa de ser diabético, pois a sua musculatura e os órgãos passam a usar de maneira mais eficiente essa mesma quantidade para transformar a glicose em energia, diminuindo seus níveis no sangue além do benefício da perda de peso da pessoa que faz com que seja necessária uma quantidade menor de insulina para o metabolismo normal", explica o Dr. Leandro Gregorut, ortopedista especializado em Medicina Esportiva da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.
Segundo Gregorut, o benefício da atividade física pode ser sentido por qualquer pessoa, em qualquer faixa etária, mas é preciso ter alguns cuidados. "Todo paciente, antes de iniciar uma atividade física, deve passar por uma avaliação de um médico para que sejam feitos os exames que possam dosar a quantidade de exercícios que devem ser realizados com segurança. Após o inicio, o ideal é que a prática seja orientada por um profissional do esporte, como um professor de Educação Física. Caso isso não seja feito, o paciente pode ficar exposto a problemas cardíacos e até mesmo ortopédicos", alerta.
Fonte:Pró-Rim
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Mãe com doença renal desafia as probabilidades de medicina
Uma mulher britânica tornou-se a primeira no mundo a dar à luz gêmeos enquanto se submetia a tratamentos de diálise.Desafiou as probabilidades dos médicos e conseguiu engravidar e dar à luz gêmeos.A gravidez em mulheres com insuficiência renal crónica não é frequente, mas é possível.
A ocorrência de múltiplas alterações hormonais tanto nas mulheres como nos homens com doença renal crónica conduzem a uma redução da fertilidade.
No caso da mulher isto pode manifestar-se na irregularidade dos ciclos menstruais e até mesmo na ausência de ovulação.
Apesar da fertilidade diminuir à medida que agrava a disfunção renal, a mulher com insuficiência renal pode engravidar, sendo no entanto muito importante que conheça os riscos envolvidos para poder decidir de forma consciente o seu planeamento.
Fonte: dailymail.co.uk
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Suco de acerola: Ótimo para pressão alta
A acerola, de nome científico Malpighia emaginata DC., é bastante conhecida principalmente por possuir elevado teor de vitamina C (ácido ascórbico).
Além da vitamina C (responsável por produzir colágeno, dar resistência à estrutura óssea e vascular, combater os radicais livres e estimular a absorção de ferro pelo organismo), esta fruta oferece vitamina A (responsável pela sensibilidade da retina), B2 (possui um papel importante para a pigmentação e aspecto da pele), B3 (responsável pelo controle do metabolismo e produção de esteroides), carotenoides e polifenóis.
Além da vitamina C (responsável por produzir colágeno, dar resistência à estrutura óssea e vascular, combater os radicais livres e estimular a absorção de ferro pelo organismo), esta fruta oferece vitamina A (responsável pela sensibilidade da retina), B2 (possui um papel importante para a pigmentação e aspecto da pele), B3 (responsável pelo controle do metabolismo e produção de esteroides), carotenoides e polifenóis.
A quantidade de vitamina C presente em 100 gramas (cerca de nove acerolas) equivale a quantidade encontrada em uma laranja.
Originária das Antilhas, a acerola é mais comumente consumida em forma de suco, mas você sabe de todos os benefícios que a ingestão deste suco pode proporcionar à sua saúde? Além de benéfico para a saúde, este suco é ótimo para se refrescar naqueles dias mais quentes!
Os benefícios
Pesquisas realizadas concluíram que o suco de acerola pode prevenir o ganho de peso (levando-se em consideração tanto o peso como a quantidade de gordura corporal), auxiliar no controle da dislipidemia (presença de níveis elevados de lipídios – gorduras – no sangue) e reduzir a inflamação do organismo.
Além disso, seu consumo pode auxiliar no tratamento de hemorragias, diabetes, bronquite, gripes e resfriados, cicatrização, descontrole hormonal, crises de fígado e fortalecimento imunológico.
O efeito anti-inflamatório proporcionado pela ingestão do suco de acerola pode ser atribuído aos polifenóis e à vitamina C presentes na composição da fruta.
Para preparar o suco de acerola em casa, basta misturar a fruta com duas a três partes de água e bater no liquidificador. Beba de dois a três copos ao dia.
Suco de acerola para pressão altaPor ser uma fonte de potássio, a acerola ajuda a regular a pressão arterial diminuindo os riscos das pessoas que sofrem com hipertensão.
Ingredientes:- 1 xícara de acerola;- 300 ml de água.
Modo de preparo:Para preparar este suco, primeiramente retire todos os caroços da acerola.
Adicione a fruta no liquidificador junto com a água.
Bata bem e adoce a gosto.
Fonte: Pró-Rim
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Câncer pode ser prevenido com alimentação saudável

Adotar uma alimentação adequada pode ser fundamental na prevenção do câncer e outros problemas crônicos.
Pesquisas vêm sendo desenvolvidas para estudar as propriedades de algumas substâncias encontradas nos alimentos que possuem propriedades quimiopreventivas, ou seja, propriedades que atuam contra o câncer.
Estudos mostram que alimentos com estas propriedades podem reduzir o risco de desenvolver o câncer, retardar a taxa de crescimento e metástase de uma doença maligna, reduzir a toxicidade associada à quimioterapia e radioterapia, inibir a proliferação celular e induzir a morte celular em células cancerosas.
E para garantir que alimentos com essas propriedades ajudem o organismo, é aconselhável manter uma alimentação equilibrada e nutricionalmente completa, variada em frutas, hortaliças e alimentos integrais, que fornecerão uma grande variedade de vitaminas, minerais, fibras e outros nutrientes.Importante também é evitar consumir alimentos processados, gorduras e farinhas refinadas.
Fonte: http://noticias.r7.com/saude
terça-feira, 3 de junho de 2014
Dicas saudáveis para cuidar dos rins
Para evitar infecções e outras doenças, veja o que os especialistas indicam para manter os rins sempre saudáveis.
“Muitas pessoas têm o hábito de tomar vitamina C por conta própria para evitar gripes e resfriados, porém, para quem tem predisposição a pedras nos rins, esse hábito pode ser um verdadeiro veneno. Isso porque a alta concentração dessa vitamina pode fazer com que um sal chamado oxalato de cálcio forme um cálculo renal”.
Antônio Carlos do Nascimento, endocrinologista membro da Sociedade de Endocrinologista membro da Sociedade de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).
“Os rins filtram mais sangue quando se bebe bastante água, eliminando mais resíduos tóxicos do organismo, como a ureia e ácido úrico. Um adulto saudável deveria ingerir cerca de um litro e meio de água por dia, principalmente no verão. Crianças e idosos devem dar atenção especial a essa recomendação”. Carmen Tzanno, nefrologista e coordenadora do Comitê de Nutrição da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
Fonte: Viva Saúde
“Os rins filtram mais sangue quando se bebe bastante água, eliminando mais resíduos tóxicos do organismo, como a ureia e ácido úrico. Um adulto saudável deveria ingerir cerca de um litro e meio de água por dia, principalmente no verão. Crianças e idosos devem dar atenção especial a essa recomendação”. Carmen Tzanno, nefrologista e coordenadora do Comitê de Nutrição da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN).
Fonte: Viva Saúde
segunda-feira, 2 de junho de 2014
Bolo de Aipim para o bom funcionamento dos Rins

Os pratos são apresentados de maneira tradicional, mas acompanhados de tabelas nutricionais específicas, modificação no preparo, ajuste de dosagem de ingredientes e substituição daqueles que devem ser evitados.
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, cerca de dois milhões de brasileiros apresentam algum tipo de disfunção renal, mas 70% deles nem suspeitam da doença.
As receitas também podem ser experimentadas por diabéticos,hipertensos, obesos e portadores de doenças cardiovasculares.
Veja como fazer uma das receitas que ajuda a melhorar o funcionamento dos rins:
Bolo de aipim
Ingredientes1/2 kg de aipim
3 ovos inteiros
Claras de 3 ovos
3 xícaras de chá de açúcar
1 pacote (100 g) de coco ralado
1 copo americano (150 mL) de leite
3 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) queijo ralado
1 colher (café rasa) de sal
1 colher e 1/2 (sopa) de farinha de trigo
1 colher (chá) de fermento em pó
Manteiga para untar
Farinha de trigo para untar
Preparo
Descasque o aipim, lave sob água corrente e rale.
Ferva o aipim e escorra bem.
Unte uma assadeira retangular (25 x 15 cm). Espalhe um pouco de manteiga com um pedaço de papel absorvente para ficar bem uniforme e polvilhe farinha de trigo.
Reserve.
Ligue o forno em temperatura média (180°C). Peneire a farinha de trigo, o fermento, o sal e o açúcar. Junte os ovos, a manteiga, o aipim ralado, o queijo, o coco ralado e o leite.
Bata os ingredientes muito bem. Coloque o creme na assadeira untada e leve-a ao forno pré aquecido.
Asse por cerca de 40 minutos ou até que a superfície do bolo doure.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Estudos: amêndoas combatem diabetes, obesidade e flacidez Pequenas porções podem ajudar desde a pele ao funcionamento do coração, segundo estudos.
Para pessoas com risco de diabetes, as amêndoas ajudam a controlar os níveis de glicose no sangue. As amêndoas são repletas de minerais, entre eles o manganês, que ajuda a fortalecer os ossos; e o magnésio, que é essencial para a função muscular e nervosa, além da regulação da pressão arterial.
Como benefício para a pele, o conjunto de flavonoides age como antioxidantes e melhora o efeito da vitamina E. Especialista na área, Karen Lapsley disse que a nova pesquisa mostra que é fundamental usar as descobertas para criar uma dieta mais saudável.
Um dos estudos, feito pela Louisiana State University, analisou 24.808 adultos com idade superior a 19 anos e mostrou que aqueles que comiam amêndoas ingeriam mais nutrientes e tinham melhor estado fisiológico em comparação com os demais voluntários. Em outro, realizado pela Universidade Purdue, foi descoberto que as amêndoas podem frear o apetite e regular as concentrações de glicose no sangue.
Resultados de outro estudo sugerem, preliminarmente, que as porções de amêndoas podem ajudar a diminuir a gordura abdominal, assim como evitar diabetes, pressão alta e obesidade.
Fonte: Saúde Terra
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Como cuidar dos seus rins e prevenir a doença renal
Os rins são em número de 2, na forma de grão de feijão, localizados na região lombar em ambos os lados da coluna vertebral, logo acima da cintura.
Os rins atuam na limpeza do sangue durante as 24 h do dia e suas principais funções são:
1. O que fazem os rins?
Controlam a quantidade de água e sal do corpo
Eliminam toxinas
Ajudam a controlar a hipertensão arterial
Produzem hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea
Eliminam alguns medicamentos e outras substâncias ingeridas
2. Quais são os principais fatores de risco para doenças renais?
Hipertensão arterial (pessoal ou na família)
Diabetes (pessoal ou na família)
História familiar de doença renal
História de doença renal no passado
Se você tem um desses fatores, é muito importante que procure um médico e realize testes laboratoriais que medem a função dos rins.
Os rins atuam na limpeza do sangue durante as 24 h do dia e suas principais funções são:
1. O que fazem os rins?
Controlam a quantidade de água e sal do corpo
Eliminam toxinas
Ajudam a controlar a hipertensão arterial
Produzem hormônios que impedem a anemia e a descalcificação óssea
Eliminam alguns medicamentos e outras substâncias ingeridas
2. Quais são os principais fatores de risco para doenças renais?
Hipertensão arterial (pessoal ou na família)
Diabetes (pessoal ou na família)
História familiar de doença renal
História de doença renal no passado
Se você tem um desses fatores, é muito importante que procure um médico e realize testes laboratoriais que medem a função dos rins.
3. Como saber se você tem doença renal?
Atenção se apresentar um dos seguintes sinais ou sintomas:
Hipertensão arterial
Diabetes melitos
Inchaço nas pernas ou no rosto
Cólica renal
Infecção urinária (ardor para urinar ou dor lombar associada a febre, urina com mal cheiro ou turva, dificuldade para urinar ou sentir vontade de urinar muitas vezes ao dia)
Sangue na urina
Fraqueza ou palidez cutânea não explicada por outras causas
4. O que fazer?
É importante você saber que as doenças renais podem existir sem sintomas por um longo período. Dessa forma, se uma pessoa com doença renal procurar auxilio médico tardiamente, pode já ter uma doença em fase irreversível.
Portanto, se você apresenta um dos sintomas acima, ou está em algum grupo de risco, consulte um médico para fazer dosagem de proteína na urina e de creatinina no sangue, que são os testes que informam sobre a função dos rins.
Atenção se apresentar um dos seguintes sinais ou sintomas:
Hipertensão arterial
Diabetes melitos
Inchaço nas pernas ou no rosto
Cólica renal
Infecção urinária (ardor para urinar ou dor lombar associada a febre, urina com mal cheiro ou turva, dificuldade para urinar ou sentir vontade de urinar muitas vezes ao dia)
Sangue na urina
Fraqueza ou palidez cutânea não explicada por outras causas
4. O que fazer?
É importante você saber que as doenças renais podem existir sem sintomas por um longo período. Dessa forma, se uma pessoa com doença renal procurar auxilio médico tardiamente, pode já ter uma doença em fase irreversível.
Portanto, se você apresenta um dos sintomas acima, ou está em algum grupo de risco, consulte um médico para fazer dosagem de proteína na urina e de creatinina no sangue, que são os testes que informam sobre a função dos rins.
Fonte:Texto elaborado pela Divisão de Doenças Crônicas não Transmissíveis do Centro de Vigilância Epidemiológica da SES-SP.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
Transplante Renal e Diabetes
Apesar de existirem diversos estudos que avaliam e analisam a qualidade de vida de pessoas com doença renal crónica, poucos têm abordado a qualidade de vida de doentes que foram transplantados, as suas preocupações e os novos desafios que surgem após a cirurgia, como o reconhecimento de sinais e sintomas associados à infecção e rejeição. Das poucas pesquisas, algumas identificam três factores que melhoraram a qualidade de vida das pessoas submetidas a transplante renal: redução de stress (com a interrupção do tratamento dialítico), facilitação da vida profissional e melhoria do apoio social.
No entanto, mesmo num transplante bem-sucedido, a pessoa continua a viver com uma doença crónica: as consultas hospitalares regulares são necessárias e podem gerar stress (especialmente nos primeiros seis meses, quando são mais frequentes), há sempre o medo latente de que o corpo rejeite o rim e existem doenças associadas ou factores incapacitantes que podem advir do transplante.
A Diabetes é uma das doenças que, para além de ser causadora de insuficiência renal, pode ser uma consequência do transplante renal.
O que é a Diabetes?
Actualmente, a Diabetes é uma patologia que se encontra em franca expansão, pelo que tem vindo a assumir um papel de relevo na sociedade actual, uma vez que já foi constituída como um grave problema de saúdepública a nível mundial.
Existem inúmeras tentativas de definição deste fenómeno, sendo que há quem já a caracterize como a mais recente “pandemia do século XXI”, ou até mesmo, a “doença da civilização moderna”. Em termos mais precisos e técnicos, pode ser caracterizada como um conjunto heterogéneo de situações clínicas que ocorre quando o corpo não fabrica insulina suficiente ou quando o corpo não consegue utilizar a insulina de forma adequada. A insulina é uma hormona que regula a quantidade de açúcar (glicose) no sangue.
Sendo uma doença crónica, apresenta dois tipos principais: o tipo 1 e o tipo 2. No primeiro caso, o sistema imunitário ataca as células produtoras de insulina, no pâncreas, destruindo-as. Desta forma, pouca ou nenhuma insulina actua sobre a glicose, o que faz com que surja um estado de hiperglicémia a nível sanguíneo. Pode surgir em qualquer idade mas acontece mais frequentemente na infância e na adolescência. São desconhecidas as causas desta desregulação do sistema imunitário, embora se possam apontar causas genéticas ou exposição a determinados vírus.
Na deficiência de insulina relativa, o pâncreas produz quantidades normais ou excessivas de insulina, mas o organismo não se encontra capaz de a utilizar com eficácia, pelo que os níveis de glicose permanecem elevados. Este defeito é denominado por insulino-resistência e verifica-se na Diabetes tipo 2. Este tipo de Diabetes tem vindo a ser referenciado como a forma mais frequente que esta patologia pode assumir. Usualmente, uma pessoa portadora desta patologia possui, também, outras características: hipertensão arterial, dislipidémias (colesterol elevado, triglicerídeos elevados), excesso de peso, obesidade, sedentarismo e diversos erros alimentares.
Ao longo da vida, a pessoa diabética pode vir a desenvolver uma série de complicações em vários órgãos, encontrando-se susceptível a dois tipos de complicações: agudas e crónicas. Estas complicações evoluem de forma silenciosa e, muitas vezes, já estão há algum tempo instaladas quando se detectam. Assim, de modo a reduzir os danos provocados pelas mesmas, recorre-se ao controlo rigoroso da glicémia, da tensão arterial e dos lípidos, assim como a vigilância periódica dos órgãos mais sensíveis: rins, olhos e sistema nervoso.
O tratamento da pessoa com Diabetes deve abordar a pessoa de forma global, sendo que as medidas terapêuticas têm de ter em consideração a idade, o tipo de actividade física diária, as necessidades psicossociais, o nível educacional e outros factores que se ponderem como importantes, uma vez que não existe um único tratamento para estes doentes, mas sim diversas formas de dar resposta a esta patologia.
No entanto, o tratamento tem de ser baseado em quatro partes essenciais e todas elas importantes: reeducação alimentar, exercício físico, terapêutica medicamentosa e vigilância de saúde periódica.
Fatores de Risco da Diabetes
A herança genética é um risco elevado para o desenvolvimento da doença: algumas pessoas herdam a doença, particularmente se esta tendência está nos pais ou nos irmãos.
A etnicidade também é um factor de risco: os americanos, africanos, os nativos do estado do Alaska, os hispânicos e os asiáticos estão entre os grupos de risco mais elevado.
A obesidade é um factor de risco forte para o Diabetes do Tipo 2.
O estilo de vida sedentário.
Idade mais avançada combinada com outros factores de risco (como valores anormais de colesterol ou triglicéridos).
Medicação de supressão imunológica usadas por receptores de transplante.
A diabetes e o rim
A nefropatia diabética é a causa mais frequente de insuficiência renal crónica terminal nos países desenvolvidos. Os altos níveis de glicose no sangue induzem a produção de colagénio, o que conduz ao aumento da taxa de filtração glomerular (daí a o facto de as pessoas diabéticas, no início da doença, urinarem em grande quantidade) e hipertrofia dos rins, com presença de microalbiuminúria que evolui, posteriormente, para macroalbuminúria e redução da filtração glomerular. Um dos primeiros sinais de doença renal é a presença de albumina (um tipo de proteína) na urina. E quando os rins estão afectados, não limpam o sangue de forma adequada, acumulando-se os resíduos no corpo. O corpo reterá mais água e sal do que deveria, o que pode resultar em ganho de peso e inchaço.
O transplante renal e a diabetes
No mínimo, 15 a 20% das pessoas que foram transplantadas a nível renal estão em risco de desenvolver Diabetes. O risco aumenta nos primeiros 3 a 6 meses pós-transplante mas estará sempre presente. Aproximadamente, 15% dos doentes transplantados renais desenvolve Diabetes num ano e se existem familiares com Diabetes tipo 2, há um risco ainda mais acentuado.
A Diabetes pós-transplante é uma complicação comum do transplante renal. A sua ocorrência está principalmente relacionada com o uso de imunossupressores. Alguns dos medicamentos que se toma para impedir que o corpo rejeite o órgão transplantado (medicamentos da supressão imunológica) podem aumentar o risco de desenvolver a Diabetes. Esta medicação imunossupressora produz efeitos tóxicos na produção de insulina e aumenta a resistência à mesma. Uma selecção cuidadosa e uma toma correcta dos imunossupressores são cruciais para prevenir esta doença.
Entre os fármacos utilizados no pós-transplante, os corticosteróides, a ciclosporina e o tacrolimus (estes dois últimos imunossupressores) são os mais responsabilizados pelo aparecimento da Diabetes. É conhecido que os corticosteróides induzem a resistência a insulina, de modo muito rápido. A ciclosporina e o tacrolimus estão relacionados com a toxicidade directa das células produtoras de insulina, sendo o tacrolimus cinco vezes mais diabetogênico que a ciclosporina.
O desenvolvimento de Diabetes tem sido associado à redução da sobrevida do enxerto e da pessoa transplantada.
Estas pessoas que foram transplantadas devem estar ainda mais alerta face aos sinais e sintomas da Diabetes: vontade de urinar frequentemente, muita sede, muita fome, cansaço extremo, formigueiro ou dormência das mãos e pés, alterações na visão, irritabilidade e perda de peso inesperada.
Apesar de a pessoa estar em risco, existem formas de tentar prevenir o aparecimento da doença. Se a pessoa tem excesso de peso, a título de exemplo, é importante reduzi-lo, de modo a diminuir o risco de desenvolver a doença, controlando a ingestão de carbo-hidratos (como o arroz, massa, pão, batata e fruta) e de gorduras. Deve dar-se preferência às carnes magras e remover-se a gordura visível e a pele, optar pelo peixe, evitar a manteiga e lacticínios gordos, não ingerir mais do que 3 a 4 ovos por semana e limitar o consumo de sal e açúcar. Também deve haver uma avaliação regular da pressão arterial, de forma a preservar a função renal e evitar as doenças cardiovasculares.
O exercício físico é um tratamento importante, quer como forma de controlar o peso, quer como redutor do stress. Começar um programa regular de exercício físico pode ser um grande desafio, especialmente se a pessoa é sedentária, mas nunca é tarde para começar. É essencial que alguém qualificado prescreva um esquema de exercícios e que haja uma avaliação médica anterior ao início da prática desportiva. O exercício físico regular proporciona mais energia, tonifica os músculos, aumenta a resistência cardíaca e pulmonar e é um óptimo antidepressivo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
INTERNATIONAL TRANSPLANT NURSES SOCIETY – Diabetes pós-transplante: o que cada paciente precisa saber. [Em linha]. Chicago. [Consult. 30 Mar. 2014]. Disponível em: <URL: http://www.itns.org/uploads/ITNS_Diabetes_Portugese.pdf
NATIONAL KIDNEY FOUNDATION - Diabetes e Insuficiência Renal Crónica. [Em linha]. Nova Iorque. [Consult. 30 Mar. 2014]. Disponível em: <URL: https://www.kidney.org/atoz/pdf/international/portuguese/11-10-1203_KAI_PatBro_DiabetesCKD_1-4_Pharmanet_Portuguese_Nov08_LR.pdf
LOUREIRO, H. – Educação para a Saúde no Diabético tipo 2: Estudo comparativo entre os efeitos resultantes da aplicação de duas metodologias educativas distintas. Dissertação de Mestrado em Saúde Pública, Faculdade da Universidade de Coimbra, 2003. 132p.
PÉRES, D.; FRANCO, L.; SANTOS, M. - Comportamento alimentar em mulheres portadoras de diabetes tipo 2. Revista de Saúde Pública [em linha]. São Paulo. Vol.5, nº 2 (Apr. 2006). [Consult. 19 Mar. 2014]. Disponível em: <URL: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S00349102006000200018>.
PHIPPS, Wilma J.; SANDS, Judith K.; MAREK, Jane F. – Enfermagem Médico-Cirúrgica: Conceito e Prática clínica. Vol.II. 6ª ed. Loures: Lusociência. 2003. 1283-1346 p. ISBN 972-8383-65-7.
RAVAGNANI, L.; DOMINGOS, N. e MIYAZAKI, M. - Qualidade de vida e estratégias de enfrentamento em pacientes submetidos a transplante renal. Estudos de Psicologia. Brasil. ISSN 1413-294X. Vol. 12, nº 2 (2007), p. 177-184.
SEELEY, R.; STEPHANS, T.; TATE, P. – Anatomia e Fisiologia. 6ª edição. Loures: Lusociência, 2003. 1118 p. ISBN: 972- 8930-07-0.
TEIXEIRA, P.; SARDINHA, L.; BARATA, J. – Nutrição, Exercício e Saúde. Lousã: Lidel, 2008. 417 p. ISBN 978-972-757-422-3.
ULCHAKER M. – Enfermagem Médico-Cirúrgica. 6ªed. Lisboa: Lusociência, 2003. 2700 p. ISBN 972-8383-65-7.
No entanto, mesmo num transplante bem-sucedido, a pessoa continua a viver com uma doença crónica: as consultas hospitalares regulares são necessárias e podem gerar stress (especialmente nos primeiros seis meses, quando são mais frequentes), há sempre o medo latente de que o corpo rejeite o rim e existem doenças associadas ou factores incapacitantes que podem advir do transplante.
A Diabetes é uma das doenças que, para além de ser causadora de insuficiência renal, pode ser uma consequência do transplante renal.
O que é a Diabetes?
Actualmente, a Diabetes é uma patologia que se encontra em franca expansão, pelo que tem vindo a assumir um papel de relevo na sociedade actual, uma vez que já foi constituída como um grave problema de saúdepública a nível mundial.
Existem inúmeras tentativas de definição deste fenómeno, sendo que há quem já a caracterize como a mais recente “pandemia do século XXI”, ou até mesmo, a “doença da civilização moderna”. Em termos mais precisos e técnicos, pode ser caracterizada como um conjunto heterogéneo de situações clínicas que ocorre quando o corpo não fabrica insulina suficiente ou quando o corpo não consegue utilizar a insulina de forma adequada. A insulina é uma hormona que regula a quantidade de açúcar (glicose) no sangue.
Sendo uma doença crónica, apresenta dois tipos principais: o tipo 1 e o tipo 2. No primeiro caso, o sistema imunitário ataca as células produtoras de insulina, no pâncreas, destruindo-as. Desta forma, pouca ou nenhuma insulina actua sobre a glicose, o que faz com que surja um estado de hiperglicémia a nível sanguíneo. Pode surgir em qualquer idade mas acontece mais frequentemente na infância e na adolescência. São desconhecidas as causas desta desregulação do sistema imunitário, embora se possam apontar causas genéticas ou exposição a determinados vírus.
Na deficiência de insulina relativa, o pâncreas produz quantidades normais ou excessivas de insulina, mas o organismo não se encontra capaz de a utilizar com eficácia, pelo que os níveis de glicose permanecem elevados. Este defeito é denominado por insulino-resistência e verifica-se na Diabetes tipo 2. Este tipo de Diabetes tem vindo a ser referenciado como a forma mais frequente que esta patologia pode assumir. Usualmente, uma pessoa portadora desta patologia possui, também, outras características: hipertensão arterial, dislipidémias (colesterol elevado, triglicerídeos elevados), excesso de peso, obesidade, sedentarismo e diversos erros alimentares.
Ao longo da vida, a pessoa diabética pode vir a desenvolver uma série de complicações em vários órgãos, encontrando-se susceptível a dois tipos de complicações: agudas e crónicas. Estas complicações evoluem de forma silenciosa e, muitas vezes, já estão há algum tempo instaladas quando se detectam. Assim, de modo a reduzir os danos provocados pelas mesmas, recorre-se ao controlo rigoroso da glicémia, da tensão arterial e dos lípidos, assim como a vigilância periódica dos órgãos mais sensíveis: rins, olhos e sistema nervoso.
O tratamento da pessoa com Diabetes deve abordar a pessoa de forma global, sendo que as medidas terapêuticas têm de ter em consideração a idade, o tipo de actividade física diária, as necessidades psicossociais, o nível educacional e outros factores que se ponderem como importantes, uma vez que não existe um único tratamento para estes doentes, mas sim diversas formas de dar resposta a esta patologia.
No entanto, o tratamento tem de ser baseado em quatro partes essenciais e todas elas importantes: reeducação alimentar, exercício físico, terapêutica medicamentosa e vigilância de saúde periódica.
Fatores de Risco da Diabetes
A herança genética é um risco elevado para o desenvolvimento da doença: algumas pessoas herdam a doença, particularmente se esta tendência está nos pais ou nos irmãos.
A etnicidade também é um factor de risco: os americanos, africanos, os nativos do estado do Alaska, os hispânicos e os asiáticos estão entre os grupos de risco mais elevado.
A obesidade é um factor de risco forte para o Diabetes do Tipo 2.
O estilo de vida sedentário.
Idade mais avançada combinada com outros factores de risco (como valores anormais de colesterol ou triglicéridos).
Medicação de supressão imunológica usadas por receptores de transplante.
A diabetes e o rim
A nefropatia diabética é a causa mais frequente de insuficiência renal crónica terminal nos países desenvolvidos. Os altos níveis de glicose no sangue induzem a produção de colagénio, o que conduz ao aumento da taxa de filtração glomerular (daí a o facto de as pessoas diabéticas, no início da doença, urinarem em grande quantidade) e hipertrofia dos rins, com presença de microalbiuminúria que evolui, posteriormente, para macroalbuminúria e redução da filtração glomerular. Um dos primeiros sinais de doença renal é a presença de albumina (um tipo de proteína) na urina. E quando os rins estão afectados, não limpam o sangue de forma adequada, acumulando-se os resíduos no corpo. O corpo reterá mais água e sal do que deveria, o que pode resultar em ganho de peso e inchaço.
O transplante renal e a diabetes
No mínimo, 15 a 20% das pessoas que foram transplantadas a nível renal estão em risco de desenvolver Diabetes. O risco aumenta nos primeiros 3 a 6 meses pós-transplante mas estará sempre presente. Aproximadamente, 15% dos doentes transplantados renais desenvolve Diabetes num ano e se existem familiares com Diabetes tipo 2, há um risco ainda mais acentuado.
A Diabetes pós-transplante é uma complicação comum do transplante renal. A sua ocorrência está principalmente relacionada com o uso de imunossupressores. Alguns dos medicamentos que se toma para impedir que o corpo rejeite o órgão transplantado (medicamentos da supressão imunológica) podem aumentar o risco de desenvolver a Diabetes. Esta medicação imunossupressora produz efeitos tóxicos na produção de insulina e aumenta a resistência à mesma. Uma selecção cuidadosa e uma toma correcta dos imunossupressores são cruciais para prevenir esta doença.
Entre os fármacos utilizados no pós-transplante, os corticosteróides, a ciclosporina e o tacrolimus (estes dois últimos imunossupressores) são os mais responsabilizados pelo aparecimento da Diabetes. É conhecido que os corticosteróides induzem a resistência a insulina, de modo muito rápido. A ciclosporina e o tacrolimus estão relacionados com a toxicidade directa das células produtoras de insulina, sendo o tacrolimus cinco vezes mais diabetogênico que a ciclosporina.
O desenvolvimento de Diabetes tem sido associado à redução da sobrevida do enxerto e da pessoa transplantada.
Estas pessoas que foram transplantadas devem estar ainda mais alerta face aos sinais e sintomas da Diabetes: vontade de urinar frequentemente, muita sede, muita fome, cansaço extremo, formigueiro ou dormência das mãos e pés, alterações na visão, irritabilidade e perda de peso inesperada.
Apesar de a pessoa estar em risco, existem formas de tentar prevenir o aparecimento da doença. Se a pessoa tem excesso de peso, a título de exemplo, é importante reduzi-lo, de modo a diminuir o risco de desenvolver a doença, controlando a ingestão de carbo-hidratos (como o arroz, massa, pão, batata e fruta) e de gorduras. Deve dar-se preferência às carnes magras e remover-se a gordura visível e a pele, optar pelo peixe, evitar a manteiga e lacticínios gordos, não ingerir mais do que 3 a 4 ovos por semana e limitar o consumo de sal e açúcar. Também deve haver uma avaliação regular da pressão arterial, de forma a preservar a função renal e evitar as doenças cardiovasculares.
O exercício físico é um tratamento importante, quer como forma de controlar o peso, quer como redutor do stress. Começar um programa regular de exercício físico pode ser um grande desafio, especialmente se a pessoa é sedentária, mas nunca é tarde para começar. É essencial que alguém qualificado prescreva um esquema de exercícios e que haja uma avaliação médica anterior ao início da prática desportiva. O exercício físico regular proporciona mais energia, tonifica os músculos, aumenta a resistência cardíaca e pulmonar e é um óptimo antidepressivo.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
INTERNATIONAL TRANSPLANT NURSES SOCIETY – Diabetes pós-transplante: o que cada paciente precisa saber. [Em linha]. Chicago. [Consult. 30 Mar. 2014]. Disponível em: <URL: http://www.itns.org/uploads/ITNS_Diabetes_Portugese.pdf
NATIONAL KIDNEY FOUNDATION - Diabetes e Insuficiência Renal Crónica. [Em linha]. Nova Iorque. [Consult. 30 Mar. 2014]. Disponível em: <URL: https://www.kidney.org/atoz/pdf/international/portuguese/11-10-1203_KAI_PatBro_DiabetesCKD_1-4_Pharmanet_Portuguese_Nov08_LR.pdf
LOUREIRO, H. – Educação para a Saúde no Diabético tipo 2: Estudo comparativo entre os efeitos resultantes da aplicação de duas metodologias educativas distintas. Dissertação de Mestrado em Saúde Pública, Faculdade da Universidade de Coimbra, 2003. 132p.
PÉRES, D.; FRANCO, L.; SANTOS, M. - Comportamento alimentar em mulheres portadoras de diabetes tipo 2. Revista de Saúde Pública [em linha]. São Paulo. Vol.5, nº 2 (Apr. 2006). [Consult. 19 Mar. 2014]. Disponível em: <URL: http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S00349102006000200018>.
PHIPPS, Wilma J.; SANDS, Judith K.; MAREK, Jane F. – Enfermagem Médico-Cirúrgica: Conceito e Prática clínica. Vol.II. 6ª ed. Loures: Lusociência. 2003. 1283-1346 p. ISBN 972-8383-65-7.
RAVAGNANI, L.; DOMINGOS, N. e MIYAZAKI, M. - Qualidade de vida e estratégias de enfrentamento em pacientes submetidos a transplante renal. Estudos de Psicologia. Brasil. ISSN 1413-294X. Vol. 12, nº 2 (2007), p. 177-184.
SEELEY, R.; STEPHANS, T.; TATE, P. – Anatomia e Fisiologia. 6ª edição. Loures: Lusociência, 2003. 1118 p. ISBN: 972- 8930-07-0.
TEIXEIRA, P.; SARDINHA, L.; BARATA, J. – Nutrição, Exercício e Saúde. Lousã: Lidel, 2008. 417 p. ISBN 978-972-757-422-3.
ULCHAKER M. – Enfermagem Médico-Cirúrgica. 6ªed. Lisboa: Lusociência, 2003. 2700 p. ISBN 972-8383-65-7.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
Estudo associa doença renal crónica a risco acrescido de mortalidade por cancro
Um estudo publicado no ano passado, no American Journal of Kidney Diseases, o órgão oficial da National Kidney Foundation, sugere que os doentes com função renal reduzida têm um risco aumentado de mortalidade relacionada com cancro. Esta foi a principal conclusão de uma coorte australiana, com uma amostra de 3 654 indivíduos seguidos ao longo de um período de quase 13 anos.
Os resultados deste trabalho sugerem que a população com doença renal crónica (DRC), definida como uma taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 ml/min, tem um risco potencialmente maior de mortalidade relacionada com cancro, em comparação aos indivíduos com função renal acima deste cut-off.
«Em primeira análise, as conclusões deste estudo parecem apoiar as recomendações para o rastreio precoce do cancro na população com DRC», comenta o Dr. José Vinhas, diretor do Serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar de Setúbal/Hospital de São Bernardo. No entanto, este especialista refere que esta investigação tem importantes limitações que podem pôr em causa a sua validade: «O estudo seguiu uma coorte da comunidade e cruzou esta informação com a de um registo oncológico nacional da Austrália do qual retirou os dados sobre mortalidade associada a cancro (um total de 370 mortes). Contudo, a informação disponível no registo oncológico sobre a causa de morte era muito escassa, não permitindo estabelecer uma relação de causalidade. Esta é apenas uma das limitações do estudo que, nesta fase, ainda não prova nada, apenas sugere.»
Neste estudo, foram considerados apenas os valores basais de creatinina, uma referência que José Vinhas considera «pouco fidedigna», porque estes valores «podem oscilar ao longo do tempo». «A população foi classificada como tendo DRC quando a TFG basal era < 60 ml/min. Não foram analisados outros valores de creatinina, ou seja, não foram estimados outros valores da TFG para além do basal. Mas, atendendo à oscilação dos valores ao longo do tempo, esta fronteira conduz, provavelmente, a um excesso de diagnóstico de DRC, pondo em causa a validade do estudo».
Neste momento, «até que se prove a verdadeira relação entre DRC e mortalidade por cancro, é prematuro falar na utilidade do rastreio precoce de DRC como meio de alterar a mortalidade associada ao cancro»,
conclui José Vinhas
Revista Spnews nº 31 Sociedade Portuguesa Nefrologia
Os resultados deste trabalho sugerem que a população com doença renal crónica (DRC), definida como uma taxa de filtração glomerular (TFG) < 60 ml/min, tem um risco potencialmente maior de mortalidade relacionada com cancro, em comparação aos indivíduos com função renal acima deste cut-off.
«Em primeira análise, as conclusões deste estudo parecem apoiar as recomendações para o rastreio precoce do cancro na população com DRC», comenta o Dr. José Vinhas, diretor do Serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar de Setúbal/Hospital de São Bernardo. No entanto, este especialista refere que esta investigação tem importantes limitações que podem pôr em causa a sua validade: «O estudo seguiu uma coorte da comunidade e cruzou esta informação com a de um registo oncológico nacional da Austrália do qual retirou os dados sobre mortalidade associada a cancro (um total de 370 mortes). Contudo, a informação disponível no registo oncológico sobre a causa de morte era muito escassa, não permitindo estabelecer uma relação de causalidade. Esta é apenas uma das limitações do estudo que, nesta fase, ainda não prova nada, apenas sugere.»
Neste estudo, foram considerados apenas os valores basais de creatinina, uma referência que José Vinhas considera «pouco fidedigna», porque estes valores «podem oscilar ao longo do tempo». «A população foi classificada como tendo DRC quando a TFG basal era < 60 ml/min. Não foram analisados outros valores de creatinina, ou seja, não foram estimados outros valores da TFG para além do basal. Mas, atendendo à oscilação dos valores ao longo do tempo, esta fronteira conduz, provavelmente, a um excesso de diagnóstico de DRC, pondo em causa a validade do estudo».
Neste momento, «até que se prove a verdadeira relação entre DRC e mortalidade por cancro, é prematuro falar na utilidade do rastreio precoce de DRC como meio de alterar a mortalidade associada ao cancro»,
conclui José Vinhas
Revista Spnews nº 31 Sociedade Portuguesa Nefrologia
sexta-feira, 9 de maio de 2014
PACIENTES COM INSUFICIÊNCIA RENAL PODEM OBTER UM NOVO "SOPRO DE VIDA"

Estágio final da doença renal é um problema global de saúde pública com uma estimativa de 2,4 milhões de pacientes em diálise.
O número de novos casos está a aumentar (7 a 8 % ao ano), devido ao envelhecimento da população e prevalência de diabetes aumentou.O projecto Nephron + está a melhorar a vida dos pacientes através do desenvolvimento de um dispositivo de rim artificial "wearable", habilitado com as tecnologias de informação e comunicação para monitorização remota.
A doença renal crónica vai afectar uma em cada dez pessoas, em algum momento das suas vidas. Para aqueles que têm o azar de sofrer insuficiência renal, as consequências para a saúde podem ser desastrosas.
Sem tratamento renal é mortal.
No entanto, até mesmo os melhores tratamentos não são ideais.
Os doentes têm de ser tratados com uma máquina de diálise em casa ou no hospital (clinica), por vezes, tão frequentemente quanto uma vez a cada quatro horas.
Os pacientes passam grande parte de suas vidas conectados ao equipamento de diálise. Além disso, a esperança média de vida de uma pessoa na faixa dos 20 anos que sofre de insuficiência renal crónica, é apenas 20 anos, a menos que tenha a sorte de receber um órgão doado.
No entanto, tudo isto poderia alterar.
Um consórcio de pesquisa financiado pela União Europeia tem vindo a desenvolver um rim artificial "wearable", que faria o possível para pacientes, em diálise, levarem uma vida mais plena e activa, acrescentando mais 10 a 16 anos à sua esperança de vida.
O futuro da diálise wearable O néfron + WAKD (Wearable Dispositivo Rim Artificial) está, actualmente, a ser testado em animais e terá que passar por várias rodadas de testes rigorosos em seres humanos antes de estar pronto para ser usado por todos os pacientes com doença renal.
No entanto, o projecto chegou a uma fase em que os parceiros comerciais estão prontos para levar a tecnologia para a próxima fase.
Com as taxas de insuficiência renal em ascensão e a pressão sobre os hospitais para encontrar tratamentos mais rentáveis e clinicamente eficazes, o mercado de dispositivos portáteis de diálise pode valer tanto quanto um 15 biliões de euros por ano, de acordo com o Dr. Leonidas Lymberopoulos , coordenador do projecto .
As vantagens de diálise usável
O sistema Nephron + funciona como uma máquina de diálise convencional, tendo o sangue do paciente e passa-o através de uma série de filtros, removendo os resíduos que seriam excretados na urina de um paciente saudável e certificando-se que a pressão sanguínea do paciente permanece num nível seguro.
O paciente pode ver os dados monitorizados através do seu smartphone.Além disso, os dados podem ser enviados para o médico especialista do paciente, de modo a que sua condição possa ser monitorizada em todos os momentos.
Mas o dispositivo "wearable" irá reduzir a oportunidade de que um paciente tem que ir para o hospital para tratamento de emergência, uma vez que a diálise constante é muito mais eficaz do que o tratamento intermitente.
Frank Simonis, gerente técnico de Nephron + explica: "Contínuo, 24/7 de diálise com um dispositivo "wearable" oferece uma extração suave e uniforme de toxinas ao longo do dia, semelhante a um rim natural.
Isso melhora a muito condição de saúde e elimina a 'após diálise doença’, síndrome que muitos pacientes sofrem. " Dr. Lymberopoulos sugere que o custo de cuidar de um paciente com doença renal cairá devido à redução na necessidade de receitas médicas, pessoal de enfermagem e os custos de instalação. Redução de custos nos cuidados médicos são esperados para 15.000-20.000 euros/paciente/ano.
Com 340.000 pacientes na Europa, isso implica uma poupança anual de 5 a 7 biliões de euros. Mais importante, explica Anastasia Garbi, ex- líder do projecto, "agora o paciente pode levar uma vida mais normal, trabalhando e a exercitar-se sem as longas visitas regulares aos centros de hemodiálise ".
Imagem: © Nanodialysis Science Daily
Nano Dialysis
terça-feira, 29 de abril de 2014
Estudos reforçam os benefícios dos exercícios em renais crônicos

A prática regular de exercícios físicos melhora a saúde dos pacientes portadores de doença renal crônica (DRC).Esta é a conclusão principal de uma meta-análise (avaliação conjunta dos resultados de 45 estudos, que incluíram 1.863 adultos com DRC ou transplantados renais).
Esta meta-análise foi realizada por pesquisadores suecos do Instituto Karolinska de Estocolmo.Pacientes com DRC, habitualmente, perdem 30% ou mais de sua aptidão física normal, bem como, a capacidade para realizar suas tarefas diárias, pois a anemia (diminuição dos glóbulos vermelhos no sangue) e a fadiga muscular, presentes nestes pacientes, associados à inatividade física, são os principais responsáveis por estes achados.
Os principais resultados desta meta-análise, foram:- Aumento da capacidade aeróbica;- Aumento da distância caminhada;- Aumento da força muscular;- Redução da pressão arterial (PA) sistólica e diastólica (PA máxima e mínima, respectivamente);- Redução da frequência cardíaca (batimento cardíaco) de repouso;- Melhora na qualidade de vida.
Os benefícios foram observados em pacientes com DRC inicial, em diálise, ou ainda, entre aqueles que haviam sido submetidos a um transplante renal.Os autores da pesquisa recomendam a prática de exercícios físicos aeróbicos, como pedalar ou caminhar, associados aos exercícios de resistência (musculação com uma intensidade leve).O ideal são três sessões semanais com duração de 30 até 90 minutos.
Fonte: The Cochrane Library.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
REDUZIR A GORDURA DA BARRIGA E OS NÍVEIS DE FÓSFORO PODE REDUZIR O RISCO DA DOENÇA RENAL
Reduzir a gordura da barriga e os níveis de fósforo pode reduzir o risco da doença renalUm novo estudo do American Journal of Kidney Disease sugere que para reduzir o risco da doença renal, basta cortar a gordura da barriga e cortar nos alimentos processados.
Investigadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que as pessoas que reduziram na gordura a nivel da barriga e excretados baixos níveis de fósforo na urina tinham menor quantidade de proteína na urina, considerada um sinal precoce da doença renal. O fósforo é comumente encontrada em alimentos processados.
Os resultados obtidos implicam que, se risco para a doença renal a primeira coisa a fazer é perder peso. Tom Manley, director de actividades científicas na National Kidney Foundation, que não esteve envolvido no estudo, afirmou " de pensar sobre a observação e olhar para os rótulos" sobre alimentos processados para ver se eles contêm fósforo, que é indicada nos rótulos como "Fósforo ", ou para tentar ficar longe de alimentos processados em primeiro lugar.
Para o estudo, Dr. Alex Chang, da Universidade Johns Hopkins, e seus colegas examinaram a gordura da barriga, a ingestão de fósforo, perda de peso e proteínas na urina de 481 pessoas com sobrepeso ou obesos que fizeram parte do estudo PREMIER, que envolveu decretando modificações de estilo de vida. Todos os participantes tinham funcionamento normal do rim, no início do estudo.
Passados seis meses, os pesquisadores descobriram que a diminuição da gordura da barriga e diminui na excreção de fósforo foram, cada um independentemente associada a uma diminuição da proteína na urina. Especificamente, uma redução de 4,2 centímetro de gordura da barriga foi associada com uma redução de 25 por cento em proteínas na urina, enquanto que uma redução de 314 miligramas da excreção de fósforo foi associada com uma redução de 11 por cento de proteína na urina.
Segundo Manley, é importante notar que, como o fósforo poderia fisiologicamente ter um impacto no rim ainda não é conhecido. O fósforo também é encontrado em frutos e vegetais, bem como carne, mas que não aparece na mesma forma em todos estes alimentos e assim é absorvida pelo corpo de maneiras diferentes.
Uma alimentação adequada deve ser completa, variada e equilibrada, respeitando as recomendações para uma alimentação saudável. Saber como comer permite ao indivíduo fazer as melhores opções, de modo a melhorar o seu estado de saúde, prevenindo ou tratando doenças.
Huffingtonpost
Investigadores da Universidade Johns Hopkins descobriram que as pessoas que reduziram na gordura a nivel da barriga e excretados baixos níveis de fósforo na urina tinham menor quantidade de proteína na urina, considerada um sinal precoce da doença renal. O fósforo é comumente encontrada em alimentos processados.
Os resultados obtidos implicam que, se risco para a doença renal a primeira coisa a fazer é perder peso. Tom Manley, director de actividades científicas na National Kidney Foundation, que não esteve envolvido no estudo, afirmou " de pensar sobre a observação e olhar para os rótulos" sobre alimentos processados para ver se eles contêm fósforo, que é indicada nos rótulos como "Fósforo ", ou para tentar ficar longe de alimentos processados em primeiro lugar.
Para o estudo, Dr. Alex Chang, da Universidade Johns Hopkins, e seus colegas examinaram a gordura da barriga, a ingestão de fósforo, perda de peso e proteínas na urina de 481 pessoas com sobrepeso ou obesos que fizeram parte do estudo PREMIER, que envolveu decretando modificações de estilo de vida. Todos os participantes tinham funcionamento normal do rim, no início do estudo.
Passados seis meses, os pesquisadores descobriram que a diminuição da gordura da barriga e diminui na excreção de fósforo foram, cada um independentemente associada a uma diminuição da proteína na urina. Especificamente, uma redução de 4,2 centímetro de gordura da barriga foi associada com uma redução de 25 por cento em proteínas na urina, enquanto que uma redução de 314 miligramas da excreção de fósforo foi associada com uma redução de 11 por cento de proteína na urina.
Segundo Manley, é importante notar que, como o fósforo poderia fisiologicamente ter um impacto no rim ainda não é conhecido. O fósforo também é encontrado em frutos e vegetais, bem como carne, mas que não aparece na mesma forma em todos estes alimentos e assim é absorvida pelo corpo de maneiras diferentes.
Uma alimentação adequada deve ser completa, variada e equilibrada, respeitando as recomendações para uma alimentação saudável. Saber como comer permite ao indivíduo fazer as melhores opções, de modo a melhorar o seu estado de saúde, prevenindo ou tratando doenças.
Huffingtonpost
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Cuide do seu colesterol
Manter uma alimentação saudável e ter hábitos como praticar exercícios físicos são recomendações básicas para quem deseja viver bem e longe de complicações na saúde. Contudo, nem sempre essas orientações são seguidas e é ai que começam a aparecer os problemas.
O sedentarismo e dietas ricas em alimentos compostos por gorduras trans e saturadas são alguns dos fatores que contribuem para elevar os níveis do colesterol “ruim”, o qual é um dos grandes responsáveis no desenvolvimento de doenças cardíacas e até mesmo de infarto agudo do miocárdio.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira sofre com os níveis elevados do colesterol “ruim”, que além da ingestão excessiva de alimentos ricos em gorduras e a falta de atividade física, também pode se manifestar por influência de fatores genéticos. Segundo a nutricionista e professora do curso de nutrição da Faculdade de Pato Branco (Fadep), Anelise Jaeger Barancelli, se na família existem pessoas muito próximas como pai, mãe, irmãos e avós que possuem colesterol alto, é preciso ficar atento, pois a chances de também desenvolver a doença são maiores. Contudo, é possível controlar esses níveis antes deles aumentarem, através da mudança nos hábitos alimentares e a pratica de atividade física.
Entenda o colesterol
O colesterol é uma substância lipídica (proveniente das gorduras), que existe naturalmente em todas as partes do corpo. Apesar de na maioria das vezes ele ser visto como vilão, não é sempre que ele assume este papel, pois ter um pouco de colesterol é uma necessidade do corpo humano, para que as funções biológicas ocorram normalmente.
O colesterol está presente nas paredes das células ou membranas por todos os lugares do corpo, incluindo cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Mas apenas uma pequena parte do colesterol é utilizada para essas funções. Por isso, quando em excesso, o colesterol no sangue se torna prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
HDL: o colesterol protetor
O colesterol “bom” tem a função de escoltar o colesterol “ruim” do sangue (LDL – colesterol “ruim”) e levá-lo de volta ao fígado, onde ele é processado e eliminado do corpo. “Ao fazer isso, o HDL diminui a possibilidade de depósito do colesterol, que está no sangue, na parede das artérias. Assim, o HDL não só ajuda a varrer o LDL, mas também protege contra doenças cardíacas, pois tem ação antioxidante e anti-inflamatória”, destacou.
LDL: mantenha-o baixo!
Desta forma é importante aumentar a quantidade do HDL (colesterol “bom”) e diminuir o LDL (colesterol “ruim”). E isso pode ser feito com algumas atitudes simples e saudáveis. Veja, por exemplo, algumas dicas:
- Incorporar à alimentação alimentos integrais (pão, arroz, macarrão, biscoitos);
- Não deixar de comer três porções de frutas e três porções de legumes diariamente;
- Consumir água, aproximadamente 2 litros ao dia. Não espere sentir sede. A água aliada ao consumo de alimentos ricos em fibras ajuda no funcionamento do intestino. As fibras “varrem” o intestino levando embora as impurezas, auxiliando também na diminuição do colesterol;
- Cuidado com os alimentos ricos em gorduras trans: os “pacotinhos” que sempre acabam sendo opção de lanche (biscoitos recheados, salgadinhos, sorvetes cremosos, margarina, etc...);
- Para reduzir a gordura saturada escolha carnes magras. Retire toda a gordura aparente das carnes e, ao preparar frango, retire a pele, ainda antes do cozimento;
- Prefira gorduras saudáveis como as monoinsaturadas (azeitonas, nozes e abacate) e as poli-insaturadas (ômega 3: atum, anchova, sardinha, salmão, óleo de canola; e ômega 6: óleo de girassol, óleo de milho, germe de trigo e gergelim). Atenção à proporção de ômega 3: ômega 6 deve ser 2:1, ou seja, para cada duas partes de ômega 3, apenas uma deve ser de ômega 6. O motivo é que o excesso de ômega 6 pode promover processo inflamatório;
- Prefira alimentos assados ou grelhados, ao invés de fritos;
- Prefira queijos brancos. Quanto mais amarelados e cremosos, maior a quantidade de gordura saturada;
- Margarina, manteiga e nata procure reduzir o consumo e opte somente por uma delas. Não utilize as três juntas.
- Nas saladas, com moderação, utilize azeite de oliva como tempero;
- Atividade física: além de diminuir os níveis de LDL (colesterol “ruim”), aumenta os níveis de HDL (colesterol “bom”). Isso ocorre porque durante o exercício, a circulação sanguínea é aumentada, ativando o fluxo de sangue nas veias e artérias. Isso evita que as gorduras se instalem e se acumulem nas paredes das artérias.
O corpo humano fabrica aproximadamente 70% do colesterol que necessita, o restante ele extrai dos alimentos que a pessoa ingere. Assim, se ela consumir muitos alimentos que ajudam a aumentar os níveis do colesterol LDL (colesterol “ruim”), estará colocando em risco sua saúde. Por isso, manter uma alimentação saudável aliada aos exercícios físicos é fundamental para o bem-estar do coração e do funcionamento do corpo em geral. Também a realização de exames laboratoriais, para controle dos níveis do colesterol, é importante. Para adultos jovens, Anelise explica que o recomendado é fazer um exame pelo menos a cada 5 anos e conforme a idade for aumentando, o tempo de intervalo entre os exames deve diminuir.
Fonte:Pro-Rim
O sedentarismo e dietas ricas em alimentos compostos por gorduras trans e saturadas são alguns dos fatores que contribuem para elevar os níveis do colesterol “ruim”, o qual é um dos grandes responsáveis no desenvolvimento de doenças cardíacas e até mesmo de infarto agudo do miocárdio.
Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 30% da população brasileira sofre com os níveis elevados do colesterol “ruim”, que além da ingestão excessiva de alimentos ricos em gorduras e a falta de atividade física, também pode se manifestar por influência de fatores genéticos. Segundo a nutricionista e professora do curso de nutrição da Faculdade de Pato Branco (Fadep), Anelise Jaeger Barancelli, se na família existem pessoas muito próximas como pai, mãe, irmãos e avós que possuem colesterol alto, é preciso ficar atento, pois a chances de também desenvolver a doença são maiores. Contudo, é possível controlar esses níveis antes deles aumentarem, através da mudança nos hábitos alimentares e a pratica de atividade física.
Entenda o colesterol
O colesterol é uma substância lipídica (proveniente das gorduras), que existe naturalmente em todas as partes do corpo. Apesar de na maioria das vezes ele ser visto como vilão, não é sempre que ele assume este papel, pois ter um pouco de colesterol é uma necessidade do corpo humano, para que as funções biológicas ocorram normalmente.
O colesterol está presente nas paredes das células ou membranas por todos os lugares do corpo, incluindo cérebro, nervos, músculos, pele, fígado, intestinos e coração. Mas apenas uma pequena parte do colesterol é utilizada para essas funções. Por isso, quando em excesso, o colesterol no sangue se torna prejudicial e aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares.
HDL: o colesterol protetor
O colesterol “bom” tem a função de escoltar o colesterol “ruim” do sangue (LDL – colesterol “ruim”) e levá-lo de volta ao fígado, onde ele é processado e eliminado do corpo. “Ao fazer isso, o HDL diminui a possibilidade de depósito do colesterol, que está no sangue, na parede das artérias. Assim, o HDL não só ajuda a varrer o LDL, mas também protege contra doenças cardíacas, pois tem ação antioxidante e anti-inflamatória”, destacou.
LDL: mantenha-o baixo!
Desta forma é importante aumentar a quantidade do HDL (colesterol “bom”) e diminuir o LDL (colesterol “ruim”). E isso pode ser feito com algumas atitudes simples e saudáveis. Veja, por exemplo, algumas dicas:
- Incorporar à alimentação alimentos integrais (pão, arroz, macarrão, biscoitos);
- Não deixar de comer três porções de frutas e três porções de legumes diariamente;
- Consumir água, aproximadamente 2 litros ao dia. Não espere sentir sede. A água aliada ao consumo de alimentos ricos em fibras ajuda no funcionamento do intestino. As fibras “varrem” o intestino levando embora as impurezas, auxiliando também na diminuição do colesterol;
- Cuidado com os alimentos ricos em gorduras trans: os “pacotinhos” que sempre acabam sendo opção de lanche (biscoitos recheados, salgadinhos, sorvetes cremosos, margarina, etc...);
- Para reduzir a gordura saturada escolha carnes magras. Retire toda a gordura aparente das carnes e, ao preparar frango, retire a pele, ainda antes do cozimento;
- Prefira gorduras saudáveis como as monoinsaturadas (azeitonas, nozes e abacate) e as poli-insaturadas (ômega 3: atum, anchova, sardinha, salmão, óleo de canola; e ômega 6: óleo de girassol, óleo de milho, germe de trigo e gergelim). Atenção à proporção de ômega 3: ômega 6 deve ser 2:1, ou seja, para cada duas partes de ômega 3, apenas uma deve ser de ômega 6. O motivo é que o excesso de ômega 6 pode promover processo inflamatório;
- Prefira alimentos assados ou grelhados, ao invés de fritos;
- Prefira queijos brancos. Quanto mais amarelados e cremosos, maior a quantidade de gordura saturada;
- Margarina, manteiga e nata procure reduzir o consumo e opte somente por uma delas. Não utilize as três juntas.
- Nas saladas, com moderação, utilize azeite de oliva como tempero;
- Atividade física: além de diminuir os níveis de LDL (colesterol “ruim”), aumenta os níveis de HDL (colesterol “bom”). Isso ocorre porque durante o exercício, a circulação sanguínea é aumentada, ativando o fluxo de sangue nas veias e artérias. Isso evita que as gorduras se instalem e se acumulem nas paredes das artérias.
O corpo humano fabrica aproximadamente 70% do colesterol que necessita, o restante ele extrai dos alimentos que a pessoa ingere. Assim, se ela consumir muitos alimentos que ajudam a aumentar os níveis do colesterol LDL (colesterol “ruim”), estará colocando em risco sua saúde. Por isso, manter uma alimentação saudável aliada aos exercícios físicos é fundamental para o bem-estar do coração e do funcionamento do corpo em geral. Também a realização de exames laboratoriais, para controle dos níveis do colesterol, é importante. Para adultos jovens, Anelise explica que o recomendado é fazer um exame pelo menos a cada 5 anos e conforme a idade for aumentando, o tempo de intervalo entre os exames deve diminuir.
Fonte:Pro-Rim
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